Imagem: Divulgação
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As Seleções Brasileiras femininas de base terão um revezamento de treinadores em suas comissões técnicas. Além da equipe multidisciplinar permanente, a diretoria do basquete feminino da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), comandada por Paula Gonçalves, a Magic Paula, irá oportunizar situações para que treinadores que atuam na base do país participem de torneios e períodos de treinamento com as seleções nacionais.

A iniciativa já vinha acontecendo desde a preparação para o Pré-olímpico das Américas, em novembro de 2019, e seguiu no Pré-olímpico Mundial, em fevereiro de 2020, além da preparação para a AmeriCup e Jogos Pan-americanos pré-pandemia. Em todas essas situações, a comissão técnica comandada por José Neto convocou profissionais de todo o país para dias de imersão no trabalho da Seleção feminina, com clínicas e trabalhos in loco.

Agora, a participação será ainda maior. E começa pela Seleção sub-16 feminina, que disputará a Copa América entre os dias 23 e 29 de agosto, em Guanajuato, no México. Adrianinha Moisés e Luciana Thomazini, técnicas que trabalham na base, foram chamadas para fazer parte da comissão técnica. Nesse período, irão participar e começar a compreender todos os processos e metodologia do basquete feminino, implementado pelo técnico da Seleção Adulta feminina, José Neto, desde sua chegada em 2019.

“Estou muito feliz com essa oportunidade de aprender e contribuir com a Seleção. Sabemos a importância que tem nossas categorias de base e essa atenção é essencial para que possamos aos poucos voltar a ocupar posições de destaque no basquete feminino e masculino”, disse Adrianinha.

Luciana Thomazini não pensa diferente. “A convocação para uma Seleção Brasileira de base é um grande momento para um técnico. Estou muito feliz pela oportunidade, por representar nosso país e pela busca de mais aprendizado. Teremos um grande desafio pela frente pelo momento que passamos. Mas, todos estão cientes da busca da evolução, que é um trabalho a longo prazo”, complementou.

Adrianinha Moisés e Luciana Thomazini / Foto: Divulgação/CBB

 

Metodologia implementada
Desde a sua chegada, em junho de 2019, José Neto implementou uma metodologia única para o basquete feminino. Assim, desde as Seleções de base, o Brasil joga com o mesmo conceito e todos os treinadores da comissão técnica, Virgil Lopez, João Camargo, Dyego Maranini, Bruna Rodrigues e Claudio Lisboa trabalham sob os mesmos conceitos quando estão com as Seleções de base. O próprio José Neto, por exemplo, esteve por uma semana com a Seleção feminina sub-19 ao lado de Dyego, que comandou a equipe na Copa do Mundo que terminou na última semana com a impossibilidade da vinda de João Camargo, por conta da LBF.

“Quando iniciamos os trabalhos com o basquete feminino na CBB, iniciamos também a implementação de uma nova metodologia de trabalho com as seleções brasileiras, de todas as categorias. A ideia é criar uma maneira de jogar em que as atletas possam transitar em todas as categorias usando os mesmos conceitos de jogo, mas principalmente criar uma cultura de treinamento valorizando os aspectos físico-técnicos necessários para o jogo de nível internacional”, relatou Neto.

“Foram várias ações que realizamos para compartilhar esta nova metodologia. Sempre liderada pela gerente técnica Adriana Santos, inicialmente, os treinadores das categorias de base das seleções foram aqueles que estavam ligados direta ou indiretamente aos trabalhos com a seleção adulta onde aplicamos esta metodologia de trabalho. Virgil e Camargo como assistentes da seleção adulta, assumiram os trabalhos nas categorias de base. Chamamos também outros treinadores de categorias de base do nosso basquete feminino para que pudessem compor as comissões técnicas e assim também, podermos formar novos treinadores e treinadoras como foi com Dyego Cavalcanti, Claudio Lisboa, Bruna Rodrigues e agora aumentando este leque com Alessandra Minati, Adrianinha e Luciana Thomazini”, complementou.

O treinador lembra que o aspecto físico não foi esquecido, e justamente por isso a presença de Diego Falcão, preparador físico da Seleção feminina adulta, em todas as situações.

“Como o aspecto físico é importante nesta metodologia, fizemos o mesmo processo com a preparação física sendo liderada pelo Diego Falcão e nas categorias de base com seus assistentes Rafael Bernadelli e agora Priscila de Souza. Esta maneira de trabalhar foi oferecida para o conhecimento de todos os treinadores do Brasil através dos Grupos de Estudos realizados durante todas as etapas de treinamento da seleção adulta feminina em preparação para o Pan de Lima, AmeriCup 2019, Pré-olímpico das Américas e Pré-olímpico Mundial”, Neto.

“Infelizmente, não pudemos oferecer esta condição durante os treinamentos da AmeriCup 2021 por conta dos protocolos de Covid. Outra maneira de oferecer o conhecimento desta metodologia a todos os treinadores e profissionais do basquete feminino foi através do projeto Adelante. Enfim, temos uma proposta bem fundamentada tendo como referência o trabalho de vários países de êxito na modalidade e com a consciência de que como todo processo, necessita de tempo para que o resultado seja consolidado”, finalizou o comandante do selecionado nacional feminino.