Imagem: Divulgação
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O Basquete 3×3 vai para sua primeira participação em Olimpíada e isso precisa ficar para história. Eu vi e vivi todos os processos e posso falar com propriedade. É um marco para a modalidade. Infelizmente, o Brasil no masculino não conseguiu a vaga neste Pré-olímpico, mas é importante ressaltar que houve uma evolução técnica, tática e física. Isso mostra que o Brasil tem um potencial, e atletas especialistas na modalidade. O feminino não tínhamos a vaga para disputar o qualificatório olímpico, mas estamos no caminho, trabalhando para o novo ciclo .

Acompanhei todo o Pré-olímpico, inclusive fui comentarista convidada pela ANB3X3 NO TWITCH, e comentei os jogos femininos. E, junto com o Junior Mariano, o Juninho, treinador do São Paulo DC, comentamos o masculino. Por mais que seja uma especialidade basquete, é preciso ter profissionais especialistas nos comentários, pois o jogo é muito dinâmico e requer conhecimento e propriedade para abordar com todos os detalhes, inclusive detalhes históricos e evolução de cada país durante toda a fase preparatória. Ao longo dos jogos no Pré-olímpico observei o grau de evolução da modalidade, um basquete 3×3 moderno, muito dinâmico, cheio de estratégias táticas e um alto nível técnico e competitividade, sem falar dos componentes físicos dos atletas, que estão cada vez mais preparados.

Uma visão geral sobre a evolução do Basquete 3×3 feminino, principalmente os países que tem mais investimento e disputam mais torneios durante o ano. Vejo que as atletas estão cada vez mais atléticas. É importante ressaltar que a FIBA3X3 criou um torneio específico para o desenvolvimento do feminino: “Women’s Series”.

Na minha visão e experiência, os países destaques e favoritos as conquistas de medalhas são, Estados Unidos, França, ROC que é a Rússia, Japão e Itália, mas é difícil dizer os pódios, acredito que Estados Unidos conquistará medalha de ouro, pois é uma equipe muito experiente, com uma cultura física muito evidente. As atletas jogam na WNBA (versão feminina da liga profissional norte-americana) e fora da temporada disputam os torneios nacionais entre outros do Basquete 3×3, assim como as atletas dos países citados acima. Então, estão muito preparadas.

É importante ressaltar que todas as atletas jogam Basquete 3×3 também, não são atletas que só jogam basquete 5×5 e são convocadas, elas têm uma experiência vasta na dinâmica do jogo e, principalmente nos aspectos de situações táticas, porque disputam os torneios desta modalidade durante a temporada.

Vale destacar o papel e a importância dos treinadores, neste processo de preparação, os Head Coachs, preparadores físicos e toda equipe, além do suporte dos seus países.

Atletas destaques dos países que existe a possibilidade de uma medalha olímpica. Fiquem de olhos nessas atletas: Kelsey Plum (Estados Unidos), Migna Touré (França), Rea Lin D”Alie (Itália) e Mai Yamamoto (Japão). Anna Leshkovtseva (Rússia), infelizmente não vai estar em Tóquio, passou por cirurgia a pouco tempo.

Países classificados no naipe Feminino
Rússia (Olympic Committee – FIBA 3×3 Ranking)
China (FIBA 3×3 Ranking)
Mongólia (FIBA 3×3 Ranking)
Romênia (FIBA 3×3 Ranking)
França (Olympic Qualifying Tournament)
Estados Unidos (Olympic Qualifying Tournament)
Japão (Olympic Qualifying Tournament)
Itália (Universality Olympic Qualifying Tournament)

A competição do Basquete 3×3 nos Jogos Olímpicos será disputada de 24 a 28 de julho, no Aomi Urban Sports Park.

Cristal Rocha é ex-atleta da Seleção Brasileira de Basquete 3×3 e, atualmente, treinadora de basquete, Head Coach e idealizadora da equipe Step Zero 3×3, graduada em Educação Física, especialista em desenvolver e aprimorar as habilidades de atletas jovens e profissionais do Basquete 5×5 (NBB, WNBA, FIBA) e 3×3 (FIBA3x3). Criou a própria metodologia de treinos, a Skills Lab Basketball, baseada em estudos científicos e experiências práticas. Especialista em esporte de alto rendimento pelo Instituto Olímpico, da Academia Brasileira de Treinadores do Comitê Olímpico do Brasil e certificações internacionais, I´m Possible Training, PGC Basketball (USA), e Embaixadora do Basquete 3×3 no Brasil